Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Devagar e com muita, muita paciência se vai ao longe.

A verdade é: eu tenho um trabalho e nunca me vou queixar por isto. Na situação actual é o estado mais importante em que eu posso estar. Não é o meu trabalho de sonho nem pouco mais ou menos. Quantas vezes não temos de fazer o que não gostamos por um bem maior? Acredito que conseguir este trabalho envolveu alguma sorte, uma boa entrevista e o facto de falar línguas. Quando me ligaram no ano passado para dizer que a posição era minha nem sequer sei como me senti. Gostei mas não fiquei por aí além excitada e mesmo na altura sentia algumas dúvidas. Aceitei um pouco relutante também das minhas capacidades na área, mas já que me davam treino foi uma oportunidade a não perder. Eu tinha acabado o curso para o que sempre quis fazer(Educação de Infância). Aceitei esta oportunidade porque sabia que podia passar muito tempo até arranjar algo e porque simplesmente não me posso dar ao luxo de estar desempregada.

Vou todos os dias, tenho uma óptima relação com todos os colegas e com a minha equipa. Admito que há dias em que até não desgosto nada e o facto de ter uma equipa óptima é um grande ponto. Mas há dias insuportáveis, porque não se sabe tanto, porque tem que se estar dependente dos outros, porque o retorno não é tanto como aquilo que esperamos de alguém que nos está a ajudar. É difícil porque por vezes quase se implora por ajuda e não gosto de fazer isso. Daqui até sentir-me ignorada é um passo, logo de seguida vem a frustração. Entendo que cada colega tem o seu trabalho e não faz de propósito mas há dias em que mais parece uma loucura e hoje foi horrível.

Eu sei que aguento e que vou aguentar, porque como já disse não vou desistir , não posso nem quero ficar desempregada e o salário é óptimo. Eventualmente irá melhorar, cada dia aprende-se mais.

Só que preciso de opções para não deixar que me afecte tanto.

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